Mais Uns Desabafos.

Bem, como já comecei, vou continuar.

Todos os dias, ao longo dos anos, pensei partilhar o que se passava, a cada sessão, no meu consultório: “Tenho que escrever sobre isto chegando a casa! É incrível!”. Mas depois passava-me: a tal vozinha interior que me dizia algo como “oh, não vale a pena, não vais mudar nada”, convencia-me.

Esperava também, talvez naturalmente, que o entusiasmo e fascínio por estes métodos e os resultados obtidos, claramente revolucionários no tratamento da saúde e do bem-estar físico e psicológico das pessoas, crescesse de forma orgânica entre a população, à medida que mais e mais pessoas iam beneficiando deles. Mas não. Como expliquei, e para muita surpresa minha, isso não aconteceu. Muito pelo contrário, existe como que um muro enorme, pesado e invisível, um tabu inconsciente colectivo silencioso sobre tudo o que é “energético” ou “estranho”. Se não fosse tão doloroso para quem faz um trabalho consistente e extraordinário na área, era até fascinante e intrigante de observar este aspecto da psicologia humana. Mas na verdade dói, e por isso quero quebrar este e mais uma série de tabus sobre as “terapias bioenergéticas” e afins.

Status Quo?

O que eu faço acaba por parecer “ameaçar” os mais dispares grupos de pessoas, pois toca fundo na psicologia humana. Por um lado, grande parte da classe médica e de investigação científica que, na sua grande maioria, tende a ignorar e a pôr de lado, logo à partida, tudo o que possa parecer “charlatanice”, mesmo não o sendo, ignorando até os resultados comprováveis que se conseguiram já ao longo dos anos, e que equipas de médicos, exames e tratamentos vários não conseguiram resolver em muitos dos casos que tratei. Entendo o cepticismo mas não o aceito. Isto não serve ninguém e magoa a quem faz um trabalho digno e de excelência há muitos anos. No mínimo observa-se, pergunta-se e investiga-se.

Poderia também pensar-se que pessoas “mais ligadas às energias” e a tudo o que é “alternativo” fossem estar mais abertas e seriam mais aceitadoras do trabalho que faço. Isto também, para surpresa minha, não se verificou no geral. Estas também têm as suas ideias pré-concebidas e, apesar de “alternativas”, o meu trabalho consegue ser ainda mais “alternativo”, o que também não encaixa muito bem em muitas das ideias pré-estabelecidas e que nos custa muito abandonar. Existem, claro, pessoas do ramo que muito apreciam e desejam aprender muito mais sobre este método, mas no geral, e incrivelmente, encontro o mesmo tipo de fechamento e cepticismo em relação ao que faço também aqui, tal como encontro no grupo de médicos, e “cientistas” e proclamados intelectuais. A razão é a mesma: não compreendem, passa muito para além dos seus radares, e assim a tendência é de fechamento, ignorar ou desprezo, porque, francamente, é mais fácil. Como ouvi o entrevistador Joe Rogan dizer recentemente: o mais fácil é ser-se céptico, é a forma mais preguiçosa de se olhar para algo pois não exige investigação profunda; não dá trabalho nenhum, e fica-se sempre bem.

Quer Mesmo Ficar Sem Dores?

Incrivelmente, acho  até que é num outro ponto específico onde se encontra talvez o maior obstáculo e o maior paradoxo ao entendimento destes métodos – são até precisamente os resultados formidáveis que muitas vezes se obtém, visíveis a toda a gente, e que geralmente ultrapassam o que é considerado possível ou real no entendimento atual, que mais confunde, afasta e assusta as pessoas! São os próprios resultados, que deveriam de facto falar por si mesmos, e convencer naturalmente as pessoas, fasciná-las e entusiasma-las, que no entanto mais as parecem deixar confusas e céticas!! É ou não é um fenómeno interessante da psicologia humana?

Acredito que isto acontece porque tudo o que passa para além do nosso radar de entendimento, ou não é simplesmente registado, ou assusta porque é desconhecido. Mais vale ignorar.

“Como é que ele trabalha? O que é que ele faz realmente?”, costuma ser a pergunta principal de familiares e amigos feita aos meus pacientes quando eles querem saber mais depois de constatarem claras e óbvias melhorias nos meus pacientes. Quando estes procuram explicar, o melhor que podem (que realmente é difícil pelo pouco que se percebe sobre isto) aos seus ouvintes, eles simplesmente não registam ou não “acreditam” naquela conversa. É bom demais para ser verdade, é “esquisito”, e é portanto melhor fugir do tema. É, como eu disse, bem mais fácil ignorar do que explorar. É triste isto, principalmente para quem pensava que estava a ajudar uma sociedade a crescer e a ser mais feliz. É mesmo como quem podia ter um diamante nas mãos e não o vê simplesmente, perdendo uma oportunidade de ouro.

Mesmo no desaparecimento de uma dor ou de uma ansiedade a um paciente (muitas vezes em 1-2 sessões), é preciso muitas vezes fazê-lo reparar realmente no que aconteceu pois já está a pensar somente na queixa seguinte. “Já reparou no que aconteceu? Já pensou bem nisso?”, tenho que inquirir. Noutras ocasiões ouvi muitas vezes a queixa: “Ai, só queria ficar bem! Não queria mais nada neste mundo! Era a coisa que eu mais queria!”. Mas depois, quando realmente isso acontece e  a resolução do problema/sintoma “que era o que eu mais queria” se dá graças a estes métodos (muitas vezes depois de vários anos de sofrimento!), é como se nada tivesse acontecido em certos casos! As pessoas literalmente até se esquecem das maleitas que tiveram! Quanto mais lembrarem-se como aconteceu a cura… Isto é autêntico e acontece! Talvez por ter sido tão rápida e subtil e invisível simplesmente é como se nunca tivessem estado mal. Nem se lembram. Talvez este aspecto de subtileza até seja o factor mais importante aqui – se nada pareceu acontecer, como posso dar valor a algo sem aparente substância, peso, ou cor?

É ou não é um fenómeno curioso? Por isso é preciso fazê-las notar, senão “o radar” não regista.

Como Abrir os Olhos às Pessoas

Então, como abrir sistematicamente os olhos às pessoas? Eu francamente não contava com esta reação tão negativa (ou melhor, resistente) das pessoas, este tremendo fechamento, e choca-me bastante. Agora estou a chegar à conclusão que só falando, que só desabafando (nem que seja pela minha própria sanidade mental!) eu poderei ter alguma hipótese de chegar às pessoas e de lhes abrir um pouco os olhos e os horizontes. Isto porque elas não vão acordar por si só infelizmente. Vivemos ainda muito dentro de um “casulo” e vemos muito pouco horizonte. Muito pouco mesmo, quando há tanto! Assim, tem que se puxar pela humanidade. É isso que eu espero fazer mais e mais com o resto da energia que me resta.

Ser Como Uma Criança

Outro dia a minha sobrinha de 10 anos veio animadamente ter comigo exclamando toda contente à frente de toda a gente que a podia ouvir: “Tio Helder, tio Helder, já não tenho medo de abelhas! Estás a ouvir? Já não tenho medo de abelhas!!”. “A sério?”, perguntei-lhe eu. “Tens mesmo a certeza?”. “Sim, outro dia tinha uma abelha grande a voar mesmo pertinho de mim e não tive medo nenhum!”. E ela tinha PAVOR a abelhas – apenas falar delas a aterrorizava – quanto mais imaginar ou sentir uma perto dela.

Porque digo isto? Porque foi através de umas sessões com ela, usando as minhas terapias, que a ajudei a acabar com o pavor que tinha de abelhas. Eu, claro, fiquei todo o contente (apesar de ser um resultado comum das minhas terapias), e ainda fico agradavelmente surpreendido com cada um deles.

Porque falo desta reação da minha sobrinha? Porque não encontro geralmente a mesma animação e exclamação de muitos dos meus pacientes adultos, apesar de terem muito boas razões para isso. Isto não quer dizer que não tenham sentido a mesma alegria! Claro que sentiram! E devo ser correcto – a maioria mostra-me de facto a sua profunda gratidão, carinho e consideração por mim e pelo meu trabalho claro! Mas não sai dali… Quantos “milagres” como estes, como dores que desapareceram, traumas, etc. passaram completamente desapercebidos aos olhos do mundo? E, claro, isto é uma grande pena. É uma pena porque assim o mundo não cresce, o ser humano não cresce, a sociedade e a nossa cultura não cresce. Temos potencialidades incríveis inexploradas dentro de nós, mas se continuamos a viver de mesquinhez e de medo (que infelizmente, tenho que admitir, ainda nos domina), se não conseguirmos voltar a sentir a abertura, a inocência e o deslumbre da criança, estamos lixados muito francamente. Vamos continuar a sofrer imenso, e inadvertidamente.

Magia, Magia, Magia!

Existe “magia” no mundo a acontecer a cada minuto e estamos adormecidos a ela. Está na hora de acordar. Eu irei fazer o que as minhas forças me permitirem ainda fazer para dar algumas “sacudidelas” para ver se acordo algumas pessoas pelo menos para ver se deixamos de viver neste entorpecimento de quem sobrevive e não vive verdadeiramente. Sei que não vou mudar o mundo nesta minha vida terrena (apesar de o conhecimento que tenho o poderia fazer se as pessoas estivessem abertas a ele), mas vou pelo menos tentar tocar o máximo numero de pessoas possível e deixar algum toque dessa magia.

Porque infelizmente já percebi uma coisa: pensei que bastava o “toque terapêutico”, o retirar de dores e traumas da forma surpreendente como acontece com esta forma de fazer as coisas, para acordar as pessoas, mas não é suficiente não. Isto aprendi, com muito sacrifício, ao longo de 10 anos já. Por isso decidi, desde já e para começar, converter as minhas sessões terapêuticas em MUITO MAIS do que uma mera terapia. Quero que sejam um espaço de deslumbre, de reflexão, de aprendizagem, em que as dores e os sintomas que vamos aliviando em si mesmos são apenas um ponto de partida, um pretexto ou oportunidade para uma reflexão e um diálogo muito mais profundo, uma oportunidade para uma aprendizagem. Considero isso muito mais importante e muito mais o meu verdadeiro legado do que simplesmente “tirar dores”. As pessoas ficam sem os sintomas na mesma, mas o foco passa a ser em perceberem e pensarem como é que isso aconteceu, e o que é que isso diz sobre elas, sobre nós, os seres humanos em geral, e sobre a nossa evolução e lugar no planeta. Existe algo de muito profundo a acontecer e a aprender com tudo isto, em vez de estarmos permanentemente focados apenas  nas nossas dores e problemas pessoais. Isto também é terapêutico e ajuda-nos a transcender e a crescer para algo muito maior, esquecendo apenas a nossa pequena bolha.

Perdoem-me o desabafo, mas preciso disto. Tenho muito a dizer. Espero que continuem a querer ouvir-me. Eu continuarei a falar. Obrigado.

Nem sei por onde começar…

É um pouco estranho isto: tenho tanta coisa para dizer, gosto de escrever e de partilhar, e no entanto ainda não comecei a sério. Parece que tenho medo, fujo disso. Porquê? Não sei bem, mas o “programa” na minha cabeça diz algo do género: “não vale a pena, ninguém vai entender”, ou “ainda vai ser pior falar”. E assim calamo-nos, por medo, como sempre.

Hoje decidi desafiar um pouco isto. Tem que se começar por algum lado, mais vale começar já por aqui. Porque li sobre como realmente estamos sempre a fugir daquilo que nos causa dor, que é desconfortável, e assim procrastinamos esse “algo” “até estarmos preparados”, e nunca estamos realmente preparados. Aprendemos desde cedo (estamos até culturalmente condicionados para isso) a evitar a dor, o desconforto, o sofrimento, quando, se calhar, é através dele que realmente avançamos. Mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar aquele muro gigante que se depara à nossa frente, não é? Ele não vai desaparecer simplesmente ignorando-o.

Quero falar sobre o meu trabalho, as minhas terapias, as experiências minhas e dos meus clientes e pacientes. Quero partilhar o quão fantástico é, mas também o quão difícil por vezes é lidar com ele. Quer falar do bom e do mau, do maravilhoso e transcendente, do que mete medo e do que é duro. Quero explicar os meus medos e surpresas, as minhas frustrações e alegrias, as coisas maravilhosas e desagradáveis que existem, talvez, em qualquer profissão, mas os desafios particulares desta profissão e desta área. Comecemos talvez pelo início, e logo desde aqui começa o desafio: afinal, o que é que eu faço?

Muito directa e simplesmente posso dizer que alívio/curo as dores e sofrimentos psicológicos e físicos nas pessoas, de forma rápida, eficiente e duradoura (sem lhes tocar geralmente) e, no mínimo, bem diferente do comum ou do que é entendido e aceite convencionalmente. Talvez de uma forma que pode ser considerada “mágica”, “milagrosa” ou “transcendental” por alguns, ou “treta” e “truque” por outros (claro que estes últimos nunca as experienciaram, nem se dignaram realmente a querer explorar e perguntar – a crítica é fácil assim; mas este assunto particular pode ficar para uma outra conversa). No meio disto tudo eu sofro por não me sentir entendido. Por saber claramente o que estou a fazer, por entender de uma forma tão profunda que ultrapassa o radar de todas as pessoas que eu conheço, por saber que é algo no entanto tão natural e demonstrável que já o fiz milhares de milhares de vezes e nunca falhou. O que fazer com isto?

É óbvio que esperava um maior fascínio das pessoas, um querer saber e aprender mais, mas no entanto, e infelizmente, o que encontro com demasiada frequência é desconfiança, dúvida, medo, e uma vontade de ignorar, de “puxar para o lado”, de não querer sequer pensar ou falar mais (ou muito) nisto. Isto, sou sincero, chocou-me, pois numa sociedade, numa mentalidade, que para mim seria evoluída, haveria abertura e vontade em saber mais, com um espírito aberto e generoso, de verdadeiro fascínio, com aquela curiosidade que, felizmente, as crianças conservam, mas que nós, os adultos, infelizmente já perdemos há muito tempo, dando lugar a desconfianças e medos. Pena. Muita pena.

Sim, tenho imenso para partilhar. Um conhecimento profundo. Uma “magia” científica que acontece todos os dias, sessão a sessão, minuto a minuto de tratamento, em cada consulta. Tudo isto – ou quase tudo – passa muito para além do radar das pessoas, mesmo as que o recebem e que ficam gratas por isso. O que fica são os resultados: aquela dor que desapareceu e nunca mais voltou, a sensação de energia a passar e depois o alívio, a dor de cabeça e peso no coração desde aquele episódio traumática que agora desapareceu e nunca mais doeu, aquele incómodo de lidar com esta ou aquela situação no dia-a-dia que desde o tratamento, no terreno, desapareceu completamente. Tudo isto aconteceu e acontece todos os dias, de forma “milagrosa” ou “mágica”, mas “sshhhuu…é melhor não falar disso senão pensam que somos maluquinhos!”. É como um tesouro, um diamante que ninguém consegue ver ou apreciar mesmo estando bem em frente dos seus olhos, e assim se perde uma enorme oportunidade de vivermos todos ainda melhor, de sermos uma sociedade muito mais feliz. Porque isto parece “magia” ou “treta”, mas não é uma coisa nem outra.

Eu próprio, sendo o mais profundo dos céticos e racionais (sou um cientista, afinal, de formação e personalidade), fico ainda muitas vezes surpreendido com as evidências dos resultados e ponho-as sempre à prova. Mas não há dúvida: isto faz-se, e aquilo acontece. Não seria importante estudar e perceber melhor uma coisa tão incrivelmente maravilhosa? Uma coisa que pode realmente ajudar tanta gente e melhorar tanto uma sociedade de forma radical e exponencial? De que temos medo? É porque parece algo “invisível” (como a internet e os sinais rádio são e os usamos), vamos fazer de conta que não existe, ficar caladinhos, e a ver se a coisa “passa” sem ninguém dar por isso?…

Eu sei como funciona, e posso explicar. Não tem nada de “magia” nem misticismo nem nada. Alguém realmente de espírito aberto e científico quer ouvir? Se sim força, eu estou disponível. Já escrevi grande parte da história no meu livro Somos Seres de Luz, para quem quer começar a aprender já, e posso explicar mais.

Bom, para um começo este primeiro artigo, assumidamente imperfeito, está perfeito. É assim que se começa: fazendo, nem que seja de forma imperfeita. Imperfeição é também uma oportunidade de se ser Livre.

Abraços.

Helder

O Foguetão da Saúde

Recentemente um paciente meu, depois de ver aliviadas as suas horríveis dores crónicas “incapacitantes” de uma vida na coluna, e depois de ANOS de diversas terapias e tratamentos infrutíferos (uma ocorrência comum no meu consultório), disse e bem: “sabemos mais de Marte do que destas coisas”. Verdade. Gastam-se biliões a enviar foguetões para o espaço, e biliões em investigações disto ou daquilo, mas desta verdadeira revolução ninguém fala: a capacidade de resolver problemas físicos e emocionais no ser humano de uma forma muito mais rápida e eficiente do que a que conhecemos atualmente.

É pena. Aquela sociedade que abraçar estes métodos, estudando-os, desenvolvendo-os e dissiminando-os vai estar em vantagem. A economia mundial perde todos os anos biliões por causa de doenças crónicas e incapacidades várias que são a praga das sociedades modernas. A resposta está aqui: o sistema humano é muito mais sofisticado do que pensamos, e funciona à base de informação e energia, como um computador. Assim, as pessoas o que têm são problemas de vida que afectam o seu sistema, não problemas de saude per se. São ideias (informação). Isto prova-se pois, com as TBI, sem recurso a nada externo, os sintomas desaparecem, pois algo dentro do paciente mudou – ocorreu uma re-configuração do seu processamento de informação interno. Assim, sabendo interagir efectivamente com o computador que é o organismo humano, e ajudando-o a dissolver estes problemas de vida (ideias) que o estão a “pesar”, tudo se resolve de forma rápida, natural, eficiente e duradoura: as dores desaparecem, e o bem estar físico, emocional e psicológico instala-se naturalmente. Tem sido esta a minha experiência – e dos meus clientes – uma e outra vez, ao longo de quase já 10 anos.

Só se tem que aprender esta nova tecnologia, que nem gasta equipamento, nem medicação nem nada – apenas uma pessoa competente em saber aplicá-la. O futuro, quer queiramos quer não, passa por aqui.

Tenho dito.

(Imagem Creative Commons.)

Tirar Dores Pelo Telefone

Smartphone, Cellphone, Touchscreen, Mobile, TechnologyEu tenho um cliente que vive na França. Ele sofre de dores crónicas e os médicos disseram-lhe que ele tinha uma “doença crónica incurável”, uma condição que só tinha tendência a ir piorando com o tempo, apesar de ele ser ainda muito novo. Era da natureza da doença, diziam os especialistas, e isso explicava as dores que ele tinha, que de facto iam piorando à medida que os meses e anos iam passando. Uma doença dos nervos e músculos. O remédio que lhe deram foi uma injecção que tinha que tomar todos os meses para procurar travar ou desacelerar o progresso da doença.

Claro que o meu cliente estava desesperado e cismático quando chegou até mim, o que, sabendo o que eu sei em relação à relação mente-corpo, não ajudava em nada a sua condição, e talvez estivesse a contribuir para que ela piorasse ainda mais. Mas felizmente eu tenho uma visão muito diferente do corpo humano e de como ele funciona nas suas “engrenagens” mais íntimas, o que causa os sintomas e as doenças, e como resolver estas causas. Como não vejo a doença como uma entidade estática e imutável, estabelecida e rotulada, mas como um processo que, da mesma forma que se estabeleceu e está a decorrer, pode ser revertido e terminado, consigo resolver problemas que, segundo a medicina, são crónicos ou incuráveis. Já tive vários casos assim, que percorreram os melhores especialistas durante anos, apenas para sentirem alívio com estas terapias não-invasivas e tão incríveis (ver Testemunhos para alguns exemplos). Assim, este meu cliente usufrui agora de uma vida quase sem dores neste momento – e só tivemos 3 consultas até hoje. Aparentemente, segundo me disse, desde a segunda consulta que se sentia tão bem que nem sequer queria tomar a injecção mensal que deveria! Aliás, só a tomou umas duas semanas depois do que deveria, por insistência da família.

Fantástico também é eu estar a trabalhar com ele pelo telefone, e o alívio das dores e resolução de sintomas ser tão eficaz como se tivesse na presença dele (esta terapia funciona por foco mental, por um género de “ligação sem fios”, tipo internet universal entre pessoas). Isto é algo que já presenciei inúmeras vezes – pois tive vários clientes que tratei à distância e nunca vi pessoalmente – com verdadeiras “curas milagrosas” no alivio das dores crónicas que traziam. É fantástico isto. Mesmo depois de o ter feito já centenas ou milhares de vezes, fico ainda surpreendido e maravilhado com a sofisticação, avanço e eficácia destes métodos, que estão anos luz à frente da terapêutica atual. São aliás tão avançados que muitas pessoas ou não os entendem, ou mal-interpretam, criando todo o tipo de justificações fantásticas para eles. Ou simplesmente os ignoram. Mas não tem que ser assim. Aliás, basta presenciar o que eu presencio todos os dias no meu consultório para ficarem tão maravilhados e surpreendidos como eu e os meus clientes. Só mesmo visto, experienciado e anotado para se começar a perceber e a mudar as nossas visões das coisas, que estão muito limitadas e atrasadas neste sentido.

Sim, é possível resolver dores crónicas e doenças ditas “incuráveis” com métodos tão inconspícuos como o foco mental e “massagens biomagnéticas” – mesmo à distância. É preciso é ter a arte e a ciência de saber como fazê-lo, e de ver e entender o nosso organismo humano de uma outra forma, percebendo que ele realmente funciona à base de uma energia biológica (bioelectricidade) que corre por ele e o faz mover, assim como de padrões de informação, memórias e ideias que controlam essa energia, que é o que alimenta e faz girar o organismo, seja na saúde, seja na doença. Quando se percebe isto, o céu é o limite.

Pode saber mais sobre como o nosso organismo funciona em corpo e mente, e como são possíveis estes resultados fantásticos no Livro Somos Seres de Luz: A Arte e a Ciência da Terapia em Bioenergia e Informação.

Um novo começo.

Para mim o ano começa com o solstício de inverno. Por volta do dia 21 de Dezembro a Terra inclina-se ao máximo no seu eixo, e deixa o nosso hemisfério norte o mais afastado do sol possivel durante todo o ano. A partir daí, o milagre repete-se: este movimento de afastamento do sol reverte-se, e voltamos gradualmente a inclinarmo-nos para o sol.

Por isso, para mim, o ano – o novo ciclo – começa aqui, na noite mais longa do ano. Ela é o fundo da expiração na respiração da Terra. Nesse preciso momento a energia “dá a volta”, volta a entrar num ciclo ascendente. O milagre de um novo ciclo, de um novo renascimento aconteceu. E esta mudança de energia – como qualquer ciclo e movimento de energia que está sempre a acontecer à nossa volta, quer nos dermos conta, quer não – afecta-nos e leva-nos na sua onda.

Por isso queria desejar a todos os que seguem as Terapias em Bioenergia e Informação um excelente novo ciclo, e as Felizes Festas da época. Que esta passagem, como todas as outras, nos levem a reflectir no milagre, na delicadeza, mas ao mesmo tempo na Força da vida – da nossa, e da de todo o Universo. Estamos vivos! Estamos aqui! Para o bem, e para o mal, sentimos, vivemos, experienciamos, caímos, levantamo-nos, choramos, sofremos, rimos, pensamos (muito!) e somos. Somos. Vale a pena simplesmente Ser.

E a todos os meus pacientes e amigos um bem-haja muito especial. Tem sido maravilhoso colaborar convosco na vossa recuperação, ver as caras de alívio, de renovada Felicidade, de Alegria, de nova Força. É incrível as vidas que estes métodos, que esta conjugação e colaboração de energias, já mudou! E como tem mudado! Não só os sintomas se desvanecem mas, muito mais importante do que isso, a Alegria – aquela Alegria e Vitalidade que por vezes apenas tinha sido sentida em criança, e muitas vezes pouco – volta, e volta com todo o Brilho e toda a Força. É fantástico e belo de ver! É o milagre do Renascimento, do deixar as cargas, acumuladas durante toda uma vida, para trás, definitivamente. Confesso que às vezes fico até com um pouco de ciúmes – daqueles bons claro! – de ver tamanha recuperação nas pessoas que trato! Infelizmente eu não consigo, por muita vontade que tenha, catalizar os mesmos alívios e aberturas profundas em mim, pois necessita haver uma ressonância entre duas vibrações – eu e o outro -, uma conjugação, para uma energia “puxar” pela outra. Mas estou, sempre, infinitamente grato por poder dedicar a minha vida a um serviço de tão profunda ajuda ao outro, de poder ver o milagre acontecer todos os dias.

Por isso, estou-lhes grato de coração. Agradeço-lhes a oportunidade que me dão de ser eu próprio, de poder fazer “magia” todos os dias. Grato pela oportunidade que me dão de poder provar, uma e outra vez, como funcionamos mesmo à base de uma bioenergia e informação (não é fantasia não!), e de como somos muito mais – mas MUITO muito mais! – do que só carne e ossos perdidos no espaço, do que meras vítimas de moléculas a chocarem ao acaso na “sopa” do nosso corpo, ou  meras vítimas das circunstância que nos assolam nas nossas vidas (somos muito mais inteligentes, e temos muito mais poder do que pensamos, e já o provamos muitas vezes!). Agradeço-lhes a oportunidade de poder presenciar milagres a acontecerem em frente aos nossos olhos todos os dias. Agradeço-lhes a confiança em mim, em confiarem-me os seus sentimentos, as suas dores, os seus sistemas, as suas vulnerabilidades, as suas lágrimas. Agradeço-lhes as palavras e a gratidão sentida, uma e outra vez, vinda do coração. Agradeço-lhes o estarem ali, comigo, em comunhão, muitas vezes sem saberem o quão profundamente estamos conectados nas nossas sessões, no Silêncio, naquele Silêncio tão prenhe de tudo, tão cheio de vibração, de conexão, de cura. É tão bom. É fazer parte de algo mágico, infinitamente sagrado, todos os dias.

Obrigado por estarem conectados. Estamos ligados, sempre.

Para um novo, contínuo, começo.

Felizes Festas e excelentes Renovações.

O vosso Terapeuta e Catalizador Bioenergético,

Helder da Cunha Pereira

Foto: Sian Lindsey, licenciada para ser usada sob a Creative Commons Licence

O Racismo E As Ideias Na Nossa Cabeça.

Nós somos feitos de ideias, e as ideias têm muita mais força do que pensamos.


O vídeo acima (clique na imagem para ver) mostra como crianças tão pequenas ficam já pré-programadas para pensar (e sentir) de uma certa maneira, dando origem à cultura e sociedade que temos. E depois carregam estes programas pela vida, influenciando todas as suas decisões. Isto durante gerações. Nem eles nem pais nem sociedade têm “culpa”. Se há “culpa” é da natureza humana. E isto não é só com o racismo claro, mas com TODAS as ideias que carregamos: sobre nós, sobre o mundo, sobre os outros…


Mas sim, podemos fazer algo acerca isto. Podemos criar um mundo melhor. Podemos dedicar-nos a aprender muito mais sobre a natureza humana – a nossa própria natureza – para conseguirmos mudar aquilo de que não gostamos ou não está bem em nós. Aquilo que nos faz sofrer.


Foi isso que fiz e faço, tendo descoberto coisas incríveis como, por exemplo, que funcionamos à base de energia e informação, e de que É POSSÍVEL erradicar o sofrimento humano de forma profunda e rápida. Esse sofrimento é feito das ideias que temos impregnadas em nós, consciente ou inconscientemente, desde pequenos. E é possível mudar essas ideias que nos fazem sofrer (como acharmos que somos “más” só porque termos a pele negra, o que é incrível…).


Eu chamo a este entendimento e tecnologia para mudarmos a Terapia em Bioenergia e Informação.


Nós somos feitos de ideias. Conscientemente podemos pensar que somos de uma certa maneira, que escolhemos as nossas crenças livremente, mas não é verdade. As impressões que nos são imprimidas todos os dias, e em especial em crianças, ficam e determinam as nossas Verdadeiras ações. Temos um super-computador cá dentro que funciona à base de energia e informação, e que vai aprendendo consoante o ambiente em que está inserido, e a informação que nos vai chegando. Esse computador é que manda no nosso organismo, quer nos apercebamos, ou quer queiramos, quer não.


O que fazer em relação a tudo isto então? Se não temos culpa de como pensamos ou como sentimos, e parecemos impotentes para mudar estes mecanismos inatos internos, como mudar?


Felizmente, entendendo como REALMENTE funcionamos – como um super-computador que funciona à base de informação – é possível desprogramar tudo aquilo que nos está a bloquear e a impedir de sermos livres. Tem sido esta a experiência de centenas de pessoas com a TBI. É possível mudar, e de forma profunda e real. É uma nova tecnologia, um novo entendimento. Aprendamos como realmente funcionamos. Ainda estamos longe de entender isto como sociedade, mas tecnologias como as TBI/BIT já existem que demonstram como de facto funcionamos e que é possível mudar, que é possível acabar com aquilo que nos faz sofrer por dentro. Todos os dias.


Quer saber mais?
www.terapiaenergetica.pt
www.terapiaenergetica.pt/o-livro/

O Poder da Simples Vibração.

Este vídeo mostra o poder da simples vibração para acalmar um bebé:

Ainda dizem que não somos energéticos…

Outro exemplo, já agora:

O mecanismo é parecido quando adormecemos embalados num automóvel, por exemplo. Muitos pais também já repararam como os seus filhos pequenos ficam mais calmos com o som de um secador de cabelo, ou ventoinha, ou exaustor. Muitas pessoas usam ruído branco para adormecer melhor. Todos estes ruídos repetitivos entram em ressonância com o nosso próprio cérebro e campo energético, levando-nos a acalmar corpo e mente, algo conhecido na ciência como Brainwave Entrainment. E algo muito pouco reconhecido no geral. Mas sim, somos seres vibracionais, somos um campo energético que vibra, a certas frequências e pulsos.

Para saber mais sobre a nossa natureza bioelectromagnética e vibracional ver o livro Somos Seres de Luz.

Abraços cheios de energia.

😉

Finalmente!!

A acabar revisão!
Uffa… A terminar a revisão do meu livro em Inglês. Finalmente. Desvios de percurso – como uma quarentena – têm sempre os seus lados positivos, e este ajudou-me a finalmente sentar-me e terminar de rever a edição do livro Somos Seres de Luz em Inglês. Agora só falta a formatação e acabamentos! Bem…escrever um livro destes não é fácil, e para quem já escreveu uma tese de doutoramento digo-vos: o trabalho não é nada menor! É outra tese! Muitas horas lá metidas, mas “quem corre por gosto não cansa”. Valeu bem a pena. Esta é uma versão ainda melhorada e atualizada do livro em Português, e espero que faça algumas ondas lá fora também, pois é um tema super-interessante, e que pode ficar como referência para gerações futuras. Acredito que alguns destes temas só vão mesmo ser entendidos bem mais lá para a frente, estou em crer.

 

P.S.: a todos os que me ajudaram a escolher um título: obrigado! Afinal devo ir com um outro apesar de tudo, mais pessoal 🙂 Mas fica como surpresa…😃 Obrigado de qualquer maneira mesmo pelas opiniões que me ajudaram imenso a decidir! Grande abraço, Helder

O Coronavirus e a coesão e boa vontade entre a humanidade.

Um bom artigo do historiador e pensador Yuval Noah Harari sobre esta crise do Coronavirus e a falta de coesão a nível mundial:

time.com/5803225/yuval-noah-harari-coronavirus-humanity-leadership

Uma boa revisão histórica das epidemias sofridas já pela humanidade, o quanto já avançamos, e como esta – se aprendermos – pode ser uma excelente oportunidade para irmos ainda mais longe.

Como ele diz, e bem, quando a humanidade começa a se separar, desconfiar, e não se apoiar mutuamente, enfaquece-se, e são os vírus que ganham. Uma lição que espero aprendamos um pouco. O mundo anda muito dividido e agressivo ultimamente.

“We are used to thinking about health in national terms, but providing better healthcare for Iranians and Chinese helps protect Israelis and Americans too from epidemics. This simple truth should be obvious to everyone, but unfortunately it escapes even some of the most important people in the world.”

True. Quando todos estamos felizes, a humanidade está feliz. Felizmente vejo ainda muita solidariedade, mesmo em tempos de crise como esta. Bem-hajam.

Sempre.

Só queria desejar a todos os pacientes e amigos meus umas boas semanas à nossa frente. Estamos todos ligados – sempre. E assim tod@s estão no meu pensamento e no meu coração, assim como eu sei que estou nos vossos. Um grande abraço e mantenham a calma e a positividade. Usemos este período como um período de auto-cura e auto-conhecimento, de busca e de evolução, de crescimento e de bem-estar até – porque não?

Procurarei escrever sobre este assunto aqui e acolá, ajudando no que posso, como posso. 

Estamos todos ligados. Mesmo. O meu trabalho prova-o e provou-o milhares de vezes, e quem já o experimentou sabe. É como uma gigante internet biológica. O que sentimos dentro é sentido por outros e outras. Um grande abraço e procuremos ser faróis de luz e de bem estar!! Agora e sempre. Abraço. Helder.