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Como Desaparece Um Eczema, E Como Funciona A Relação Mente-Corpo

Como mencionei na minha última publicação, gostava de escrever mais sobre a minha experiencia com as terapias TBI/BIT, sobre o que elas conseguem fazer, e sobre o muito que elas nos ensinam acerca de como o ser humano funciona a um nível profundo, e sobre a origem dos nossos sintomas físicos e psíquicos e sofrimento. O caso que irei relatar hoje é um bom exemplo de como sintomas físicos têm origem em problemas no sistema nervoso, que por sua vez é afectado por problemas emocionais e de vida – os stresses do dia-a-dia e/ou traumas passados. Apesar de falar de casos específicos reais, esforço-me por preservar o anonimato das pessoas, e assim alguns detalhes podem ter sido alterados com essa finalidade.

Comecemos por umas imagens. As fotos que se seguem documentam a evolução de um eczema nas palmas das mãos de uma paciente, em sessões consecutivas de terapia:

  • 1a Sessão

Como se pode ver, a evolução é clara: à medida que as sessões avançaram, o eczema tornou-se cada vez menos evidente, até que as mãos se mostraram praticamente limpas a partir de um certo ponto. Isto é confirmado pelo relatório pessoal da paciente em cada sessão: de facto ela sentia cada vez menos os sintomas do eczema na pele – menor inflamação, menos comichão e menor erupção da pele (“mais lisas”), e os sintomas associados também melhoraram. Sentia-se realmente diferente, e até já não tinha que ter os cuidados de pele que antes tinha, como hidratá-las com tanta frequência, etc. Mas isso nem era o mais importante…o que importa é produzir pessoas mais felizes.

Tratar o que importa – o Interior

Como foi tudo isto possível? Com cremes? Medicamentos? Mudanças de estilo de vida para evitar inflamações na pele? Não – tudo isto a paciente já havia tentado durante muitos anos. Aliás, antes de tentar a TBI, havia estado vários anos a ser seguida por dermatologistas, tomando corticóides (acho) e outra medicação para tentar desinflamar e controlar os sintomas, sem resultados satisfatórios. Até que os médicos a aconselharam a procurar ajuda psicológica, pois percebiam que seria do sistema nervoso também. Foi assim que decidiu tentar algo diferente – e marcou uma consulta comigo.

Para além de se queixar destes sintomas incomodativos na pele (eczema), que nem a deixavam dormir bem devido à comichão e dor que sentia com um mero toque na pele (e o eczema causava também outras queixas como problemas de estômago, etc.), a minha paciente, como é natural, sofria também de uma ansiedade de fundo praticamente constante, e uma instabilidade emocional à volta particularmente de certos assuntos na sua vida, que claramente a abalavam.

Foi nisto que focamos em cada sessão – e não nos sintomas das mãos directamente. Os sintomas das mãos – a inflamação, ardor, dor, comichão, desconforto ao toque, etc. – foram apenas usados como mecanismos de feedback imediato, para vermos o que acontecia com o tratamento que estávamos a fazer ao seu sistema nervoso em tempo real em cada sessão.

Assim, foi curioso presenciar, logo desde a primeira sessão, o seguinte: à medida que acalmávamos o sistema nervoso dessa “aceleração interna” em que vivia, os sintomas nas mãos também diminuíam imediatamente, durante a mesma sessão! O típico era começarmos as primeiras sessões com um ardor e comichão nas mãos de 9 numa escala de 0 a 10, e acabávamos com um 1 ou zero por exemplo, mesmo ao esfregar!

O que é que o Sistema Nervoso tem a ver com isto?

Esta conexão entre a desinflamação do sistema nervoso, e a redução de sintomas, parece ser óbvia – o B-A-BA da Terapêutica Humana, digamos assim – mas de facto não vivemos como se isso fosse assim tão óbvio ou verdadeiro. São, de facto, os distúrbios no sistema nervoso, emocional e psíquico do homem, causados por problemas emocionais e de vida, os causadores de virtualmente todos os sintomas que ele sente a nível orgânico também. Para todos os efeitos, nós vivemos como se a mente, as emoções e os problemas de vida, não  tivessem nada a ver com problemas físicos. Mas têm, e muito, como testemunhamos – eu e os meus clientes – diariamente no meu consultório.

Parte-se de um pressuposto que um problema físico é um problema físico, e é o problema físico que se tem que tratar. A esta paciente, por exemplo, foram receitados medicamentos e outro tipo de abordagens, durante anos, para procurar lidar com os sintomas de pele, antes de lhe ser proposto – já no limite – uma forma de lidar com os problemas emocionais e de vida que poderiam estar por detrás dos seus sintomas. Acho que isto acontece porque a nossa experiência é que não é nada fácil mudarmos ou mudar uma outra pessoa, “acalmar-lhe os nervos” de forma permanente e eficaz, mudar a sua vida. Parece uma tarefa impossível, e por isso não vemos geralmente grandes alívios em problemas físicos, mesmo que procuremos “andar mais calmos”. É nisto, confesso, que a TBI é única e excepcional; ela consegue o que parece realmente impossível – aliviar e resolver, de forma certeira e eficiente, os problemas emocionais e nervosos ou “de vida” de uma pessoa, que são as verdadeiras causas dos seus sintomas, algo que quase nenhuma outra terapia consegue – pelo menos não tão eficazmente.

Assim, fico ainda espantado frequentemente com a falta de conhecimentos que existe à volta destes temas, como continuamos a pensar que “problemas físicos são problemas físicos”, e “problemas mentais são problemas mentais”, sem nunca – ou muito raramente – ligarmos os dois (talvez porque seja muito difícil tratar distúrbios mentais e emocionais eficazmente). Quantas vezes recebo clientes a queixarem-se de uma dor no estômago, ou de intestinos, ou de uma dor de braço, etc. e dizerem-me coisas como “ah, mas isto é genético, a minha mãe já o tinha”, ou “esta dor de braço já é antiga, é de eu carregar muitos pesos com este braço”, ou “é da idade”, ou outras desculpas do género, como que a dizer: “isto já não tem cura, é algo físico”. Por isso não admira que fiquem espantados quando, mais uma vez, essa dor desaparece também com esta terapia, provando, mais uma vez, que é ao trabalhar com aquilo que a eu chamo de O Sistema Energético (que é o mesmo que O Sistema Nervoso na essência – ler o livro Somos Seres de Luz para saber mais), que se consegue o alívio de praticamente qualquer sintoma.

“Nós não temos problemas de saúde – temos problemas de vida!”

Mas voltemos por momentos ao caso desta minha paciente. Como disse, ela sofria de problemas de vida que a estavam a abalar. É curioso por isso notar que, de facto, os seus sintomas de pele inflamaram muito mais nos últimos anos, precisamente quando os seus problemas de vida também se agudizaram. Isto é o tipo de “coincidências” que observo todos os dias nos meus pacientes: “eu estava bem até começar a ter estes problemas no trabalho”, ou “não sofria de dores de estômago antes de isto me acontecer”, etc., etc.  Não é por acaso: problema de vida leva a mais nervos, que leva a mais instabilidade interna emocional, que leva a maior reactividade orgânica também. Quando, por outro lado, toda esta “inflamação” do sistema nervoso é acalmada e se re-equilibra, quando se restaura a “homeostase emocional” interna – então aí todo o corpo tende a voltar a um estado de equilíbrio e harmonia naturalmente, e os sintomas desaparecem por si sós. É isto que a TBI faz. É este o “milagre”, a revolução. Não é nada de novo, mas é uma enorme novidade.

Como se tratam problemas emocionais crónicos.

Este não foi um caso “fácil”. Isto porque os problemas internos, a instabilidade emocional da minha cliente, era muito aguda. Era forte. Praticamente em todas as primeiras sessões chorou. A “luta” com o tormento que levava dentro foi grande durante uns tempos. Foi difícil chegar a uma plataforma – em que agora se encontra – mais estável, em que claramente se sente melhor no seu dia-a-dia, mais calma, tranquila, confiante e muito menos reactiva. Mas isto foi construído, de forma certa e sistemática, em cada sessão, aliviando um pouco mais do peso que carregava de cada vez. É assim, cada organismo é um caso próprio. Cada pessoa tem o seu “saco de pesos” que carrega e foi acumulando durante toda uma vida, e que vamos despejando, de forma sistemática e cumulativa, em cada sessão.

Como é típico nas consultas da TBI, desde a primeira sessão e em cada sessão com esta paciente, os resultados eram óbvios: por mais stressada, tensa e perturbada que viesse, ou por pior que ficasse quando “tocávamos” nos tais assuntos que a perturbavam, saía sempre mais calma, tranquila e aliviada dos sintomas (do eczema e de outros que trazia, como dores musculares, no peito, etc.), assim como também psicologicamente em relação aos temas que a atormentavam no inicio. Assim, eu sabia que tudo se iria resolver, pois não é por acaso que se sentia bem no final da sessão – vários “botõezinhos internos” haviam sido “desligados” – e isto fica e segue com a pessoa para a sua vida diária.

Rumo ao Futuro

Todos os sintomas que nos aparecem são causados por tensões crónicas no organismo, e é precisamente por isso que eles são aliviados em cada sessão com pacientes com os quais tenho o gosto de trabalhar – porque a TBI consegue de facto o que parece “impossível”: o alívio rápido, sistemático, profundo, eficiente e permanente destas tensões nervosas, e quase sempre sem tocar sequer no paciente. É algo absolutamente formidável.

Poderia relatar muitos mais aspectos interessantes e significativos deste caso e das nossas sessões juntos, mas para já chega. O relatar de um caso é apenas um pretexto para ensinar um pouco mais sobre o que é a TBI e como ela funciona, e das potencialidades formidáveis que ela nos abre, e de tudo o que podemos aprender com ela sobre a nossa natureza mais profunda, para nosso benefício pessoal e social. Espero assim continuar a contribuir para despertar mentalidades e abrir horizontes, pois seria muito bom para todos nós.

Um Abraço,

Helder

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